martedì 31 gennaio 2017

Le théologico-politique au Moyen Âge

Sous le nom de «théologico-politique» perce en réalité la question du « théo-politique », le problème de l’entrecroisement, de la surimpression et de l’articulation entre la loi divine et la loi humaine, entre le fondement mystique de l’autorité et l’organisation temporelle de la cité.
Le trait d’union porte à lui seul toute la difficulté : le religieux et le politique peuvent-ils se distinguer l’un de l’autre, ou bien sont-ils inséparables ? Comment un ordre théorique et pratique inspiré par la religion en vient-il à inspirer les réalités politiques de son temps ? Quelle autonomie laisse-t-il à l’ordre politique ? Les concepts politiques sont-ils des concepts théologiques sécularisés ?
La version médiévale du problème montre qu’il faut unir ces concepts pour pouvoir les distinguer. Le problème se pose-t-il dans le même sens, au même rythme, avec les mêmes concepts dans l’islam, le judaïsme et le christianisme médiéval ? Une distinction des pouvoirs peut-elle avoir un sens dans chacun de ces mondes ? Pour la philosophie en terre d’Islam, quelles sont les conséquences de l’identification du Prophète au philosophe-roi ? Dans le monde latin, que signifie la répartition de la société en trois ordres : ceux qui prient, ceux qui combattent et ceux qui travaillent ? Comment s’articulent le pouvoir temporel au pouvoir spirituel ? Ne faut-il pas alors considérer le terme de « pouvoir » comme équivoque ? Peut-on résumer l’histoire de leurs relations à une conquête de l’autonomie par le pouvoir temporel aux dépens du pouvoir religieux ? Le conflit entre Boniface VIII et Philippe le Bel consacre-t-il l’échec ou la réussite de la complémentarité des pouvoirs ?
L’autonomie du politique est-elle souhaitable ? Est-elle possible ? Le théologique doit-il s’interdire toute évaluation de l’organisation de la cité et dans ce cas, comment s’adresser à l’homme en évacuant sa dimension sociale ? La politique doit-elle légiférer en fonction de certains principes religieux qui peuvent former «l’esprit» de ses lois ou au contraire se départir, voire aller à l’encontre des prescriptions théologiques ?
Telles sont les questions qui seront abordées dans ce colloque.

lunedì 21 novembre 2016

As imagens como fundamento da memória urbana na Europa medieval

"As imagens como fundamento da memória urbana na Europa medieval: a ilustração e decoração dos Estatutos e dos Costumes no sul da França, na Itália comunal e na Península Ibérica no final da Idade Média (séculos XIII-XV)"
por Maria Alessandra Bilotta, 28 de Novembro de 2016, às 17h00, na FCSH/NOVA. Entrada livre
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Fontes importantes para a história urbana, os Estatutos (Statuti) e os Costumes (Coutumes, Usatges, constitucions) das cidades medievais são também um elemento decisivo para a construção da memória das cidades na Baixa Idade Média. Uma memória reconstruída com base nos desenvolvimentos sociais e políticos de que os textos e as imagens são o espelho. Trabalho consciente e planeado pelas próprias cidades, os Estatutos e os Costumes não apenas descrevem e contam a sua história, mas também contribuem para a criação, através da escrita, duma memória comum, e desenvolvem um papel fundamental no surgimento duma consciência urbana. As imagens também contribuem para a criação desta consciência. Esta intervenção visa analisar e comparar a decoração e a ilustração dos Estatutos e dos Costumes do sul da França, da Itália comunal e da Península Ibérica, para mostrar as analogias e as diferenças na estruturação visual desta mensagem memorial para melhor compreender as lógicas que regulam a estruturação das práticas da ilustração e da decoração das escritas estatutárias nas sociedades do sul da Europa no final da Idade Média. 
Maria Alessandra Bilotta Membro integrado do IEM-FCSH/NOVA, conduz atualmente um projeto de investigação financiado pela FCT, sobre os manuscritos jurídicos europeus preservados em Portugal. É especialista das circulações artísticas e culturais na Idade Média, da iluminura do sul da França e das suas relações com as Penínsulas Itálica e Ibérica. A sua tese I Libri dei Papi foi publicada pela Biblioteca Vaticana (2011). Desde 1998 publicou 80 artigos científicos, editou obras coletivas e catálogos de exposições; organizou conferências, seminários e workshops internacionais e foi comissária científica de exposições internacionais em França e em Portugal, onde organizou na BNP a primeira exposição sobre os manuscritos jurídicos em Portugal (2016).