sabato 14 novembre 2020

Modus Vivendi

Modus Vivendi
Religious Reform and the Laity in Late Medieval Europe
edited by Miri Rubin
pp. 152, € 39,00
Viella, 2020
ISBN: 9788833137063
 
Modus Vivendi
 is a collection of essays by scholars who seek to discover lay men and women within the projects of reform and renewal in later medieval Europe. Religious life was never without change, yet religious orders, preachers, and institutions of learning proclaimed their desire to make religious life more sincere. In doing so, they occasionally developed a mission to lay people alongside professional religious. Such encounters with the laity – through the writing of theology in the vernacular, in the delivery of charismatic preaching, in the operation of inquisition into heresy, in the composition of new liturgies, and through networks of patronage – created modes of living religion – modus vivendi – of creativity as well as discipline. They contributed to religious life beyond the routine provisions of parish life, and often included women in novel ways.
 
Modus Vivendi spans European regions across the period 1350-1500 in its studies, based on texts, objects, and images which have been little studied so far.
Miri Rubin is Professor of Medieval and Early Modern History at Queen Mary University of London. Her most recent books are Cities of Strangers: Making Lives in Medieval Europe (Cambridge University Press, 2020), and the translation/edition in Penguin Classics, Thomas of Monmouth, The Life and Passion of William of Norwich (Penguin Press, 2014).

lunedì 14 gennaio 2019

Digestum vetus e os fragmentos do Decretum Gratiani

Digestum vetus e os fragmentos do Decretum Gratiani
17 janeiro 2019  Coleção do Fundador Av. de Berna, 45A , Lisboa.
O Museu Calouste Gulbenkian guarda dois fragmentos iluminados e um códice medieval de Ius commune (Direito comum). O Direito comum – composto pelo Corpus Iuris Civilis (Corpo de Direito Civil), pelo Corpus Iuris Canonici (Corpo de Direito Canónico) e respetiva literatura jurídica – constitui uma das mais importantes fontes de Direito vigentes em Portugal, desde a Idade Média até à Lei da Boa Razão de 1769.
1. De acordo com a sistematização medieval o Corpus Iuris Civilis– compilação de Direito romano mandada elaborar pelo Imperador Justiniano, no século VI – estava dividido em cinco partes: o Digesto velho, o Digesto novo, o Digesto esforçado, o Código e o Volume Pequeno. O ms LA212 é um Digesto velho, que teria sido copiado e iluminado no sul da França, no curso do século XIV.
2. O Corpus Iuris Canoniciestava sistematizado em seis partes: Decreto de Graciano, Decretais de Gregório IX, Livro Sexto, Clementinas, Extravagantes de João XXII e Extravagantes Comuns. Os fragmentos M36A e M36B faziam parte de um Decreto de Graciano, a mais importante fonte de Direito canónico medieval, que foi composto por Graciano na primeira metade do século XII. As suas iluminuras são atribuídas ao ateliê do Maître du Missel de Augier de Cogeux (ou Cogenx), realizadas durante a primeira metade do século XIV, provavelmente em Toulouse.
Neste seminário pretendemos destacar o aparato decorativo e ilustrativo destes fragmentos jurídicos, relacionando-os com outros manuscritos seus contemporâneos, e explicar a importância prática que esses monumentos de Direito atingiram durante o período da Idade Média portuguesa.
Orador: Maria Alessandra Bilotta e José Domingues.