lunedì 14 gennaio 2019

Digestum vetus e os fragmentos do Decretum Gratiani

Digestum vetus e os fragmentos do Decretum Gratiani
17 janeiro 2019  Coleção do Fundador Av. de Berna, 45A , Lisboa.
O Museu Calouste Gulbenkian guarda dois fragmentos iluminados e um códice medieval de Ius commune (Direito comum). O Direito comum – composto pelo Corpus Iuris Civilis (Corpo de Direito Civil), pelo Corpus Iuris Canonici (Corpo de Direito Canónico) e respetiva literatura jurídica – constitui uma das mais importantes fontes de Direito vigentes em Portugal, desde a Idade Média até à Lei da Boa Razão de 1769.
1. De acordo com a sistematização medieval o Corpus Iuris Civilis– compilação de Direito romano mandada elaborar pelo Imperador Justiniano, no século VI – estava dividido em cinco partes: o Digesto velho, o Digesto novo, o Digesto esforçado, o Código e o Volume Pequeno. O ms LA212 é um Digesto velho, que teria sido copiado e iluminado no sul da França, no curso do século XIV.
2. O Corpus Iuris Canoniciestava sistematizado em seis partes: Decreto de Graciano, Decretais de Gregório IX, Livro Sexto, Clementinas, Extravagantes de João XXII e Extravagantes Comuns. Os fragmentos M36A e M36B faziam parte de um Decreto de Graciano, a mais importante fonte de Direito canónico medieval, que foi composto por Graciano na primeira metade do século XII. As suas iluminuras são atribuídas ao ateliê do Maître du Missel de Augier de Cogeux (ou Cogenx), realizadas durante a primeira metade do século XIV, provavelmente em Toulouse.
Neste seminário pretendemos destacar o aparato decorativo e ilustrativo destes fragmentos jurídicos, relacionando-os com outros manuscritos seus contemporâneos, e explicar a importância prática que esses monumentos de Direito atingiram durante o período da Idade Média portuguesa.
Orador: Maria Alessandra Bilotta e José Domingues.

venerdì 1 giugno 2018

L'espace sacré au sein de l'église médiévale

Les rites liturgiques articulent la structure matérielle d’un édifice ecclésiastique. De ce fait, chaque conception artistique participe à son aménagement. Reproduit sur un bloc de pierre – claveaux de grandes arcades ou chapiteaux - à partir d’objets sacrés comme les chancels, le motif sculpté aide à identifier un espace liturgique spécifique. Cette question de l’espace liturgique peut également être considérée à travers le prisme de l’objet liturgique. Plusieurs cérémonies se déroulent, en effet, en dehors du cadre bâti de l’église : les processions, les drames liturgiques ou encore une partie des funérailles. Les objets liturgiques ont alors pour fonction de transposer, en dehors de leur cadre habituel, les rites cultuels.  Ce colloque international, qui aura lieu les 5 et 6 juin 2018 dans les locaux de la Maison Archéologie et Ethnologie de René Ginouvès (MAE), a pour objectif de mettre en présence jeunes chercheurs et spécialistes reconnus pour dresser un état de la question dans les travaux actuels. Deux thématiques rythmeront ces deux jours dans lesquelles seront regroupées les communications des intervenants.
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